02/12/2010

CONHECENDO OS PRÓPRIOS LIMITES

Existe uma diferença interessante entre fazer aquilo que se gosta e gostar daquilo que se faz. Nem sempre nos é possível, profissionalmente, encontrar um trabalho que atenda a nosso desejo, mas ao nos engajarmos em uma atividade poderemos nos dispor – com um pouco de boa vontade – a apreciar a tarefa que estamos desempenhando. O mesmo se aplica às relações amorosas. Muitas pessoas se mostram insatisfeitas com o parceiro que tem, sem perceber que encontrar a companhia perfeita é uma expectativa ilusória. Podemos ser felizes se desistirmos de perseguir o encontro com o que gostaríamos e aceitarmos gostar da pessoa que podemos ter a nosso lado. Como diz a muito citada oração chinesa: “Senhor, dê-me perseverança para mudar o que é possível se mudado, resignação para aceitar o que não pode ser modificado e, principalmente, sabedoria para distinguir uma coisa da outra.”

Com isso não se pretende pregar o conformismo nem sugerir que devemos nos resignar e aceitar nosso destino como inevitável. Mas apenas compreender a necessidade da aceitação do que não pode se mudado e de convivermos satisfatoriamente com as situações impossíveis de serem modificadas. Muitas vezes, a grande dificuldade consiste em saber o que pode ou não ser modificado. Em vez de ficarmos buscando um sonho inatingível, faz mais sentido aprimorarmos a realidade com a qual estamos confrontados, como na história verídica de Seu João.

Ele era motorista profissional e sustentava mulher e dois filhos. Um dia sofreu um acidente grave e quando acordou no hospital descobriu grave havia perdido um braço. Para sustentar a família, ele aprendeu a consertar máquinas de lavar roupa e hoje ganha a vida trabalhando com um só braço. Em sua serena luta pela vida, Seu João nos ensina que uma das piores doenças que existem é a autopiedade. Compaixão é um sentimento positivo quando o desenvolvemos em relação a outras pessoas; pena de si mesmo é um veneno para a alma.

Um comentário:

elementae disse...

para fazer o que se gosta é preciso primeiro gostar do que se faz; sem curtir as tarefas e pagar as tarifas da vida fica difícil acontecer o milagre do prazer vir ao seu encontro; se vier há colisão;