25/11/2010

A GRANDEZA DA SUTILEZA

Costumamos pensar nos cientistas como eminentemente materialistas, porém, muitos deles são capazes de nos chamar a atenção para as coisas espirituais. O físico alemão Albert Einstein (1879-1955), ganhador do Prêmio Nobel e considerado o maior cientista do século 20, disse certa vez: “Admiro o Espírito Superior que se revela através de detalhes sutis que podemos perceber com nossa frágil mente.” Einstein definia assim sua própria forma de religiosidade e dava ênfase à sua capacidade de se pôr em contato com a dimensão transcendental existência. Admitia ele assim, o que todos sentimos cedo ou tarde: que de fato, existem ocasiões na vida em que é possível sentir a existência de alguma coisa que nos transcende, maior que nós; alguns chamam isso de “A presença de Deus”.

Esses momentos especiais, que se costuma chamar de epifanias, podem ocorrer quando ouvimos a voz de um filho, ou em instantes de proximidade com a natureza, numa praia deserta ou no meio do mato, olhando um pôr-do-sol ou o clarão da lua cheia. Outras oportunidades aparecem no contato com obras de arte – lendo uma poesia, ouvindo uma canção ou um trecho de um concerto, apreciando um quadro ou uma bela construção. Os artistas são capazes de aprender e de nos transmitir o sentimento do divino.

Para poder desfrutar desses momentos é necessário estar atento e sensível ao que se passa a nosso redor. Costumamos viver atordoado pelos compromissos e nas poucas horas de folga tornamos nosso lazer obsessivo e obrigatório. Assim, não sobra espaço, nem tempo, para apreciarmos com o devido vagar os pequenos milagres que ocorrem à nossa volta assinalando a presença do sopro divino. Quando nos oferecemos a oportunidade de saborear em cada minuto o milagre da vida, nos damos conta do mundo mágico e sagrado em que vivemos e tudo o que nossos sentidos percebem passa a ter mais brilho e mais vigor. Vemos então o mundo revestido de vida e de transcendência e a virtude da fé aquece a alma.

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