04/04/2011

4 de abril Resposta da leitora.

Gostaria de agradecer o sr porque não me sinto a vontade de conversar com minhas amigas sobre isso,e acabo ficando pior.
O sr tem razão eu deveria me focar mais nos meus objetivos, eu estudo bastante ,me dedico, mas as vezes esse meu problema vem e me atormenta e não consigo me concentrar.
Vou tentar solucionar por conta própria,caso não consiga vou procurar um especialista,pois não posso deixar que isso afete a minha saúde e meu futuro profissional,e se meu namoro não der certo não quero que aconteça isso com um outro relacionamento que eu venha a ter.

Abraço!

Estou escrevendo para o senhor porque não sei mais o que fazer. Meu namorado sempre fez tudo por mim e de um tempo pra cá fiquei cega de ciúmes não confio, brigo por besteira, passo o dia pensando que ele está aprontando mesmo ele me mandando mensagens,me dando atenção.Ele agüentou bastante,mas chegou um ponto que ele disse que me ama mas que do jeito que eu estou não vai dar mais. Tenho que mudar urgente senão vou perder alguém muito especial e sei que ele sempre me amou. Só que essas minhas reações fazem mal para mim mesma choro,não consigo me concentrar,tenho dores de cabeça.

Qual melhor caminho?

Que tipo de ajuda devo procurar?

A primeira ajuda tem que ser sua própria ajuda, ou seja você precisa tomar conta de si mesma. Reflita sobre o que leva você a ter desconfianças tão intensas de seu namorado. Felizmente você tem lucidez bastante para perceber o estrago que está fazendo em seu namoro. Sua visão é correta – com o tempo seu ciúme destruirá o relacionamento, pois além de ser desagradável lidar com uma pessoa ciumenta, a desconfiança é ofensiva, principalmente quando não há motivos reais.

Caso você não consiga controlar seu ciúme através da sua razão, você pode procurar ajuda de um profissional. Um psiquiatra ou um psicólogo podem lhe ajudar com psicoterapia e eventualmente alguma medicação para combater a ansiedade.

Finalmente, sugiro que você invista na sua vida profissional. Quem trabalha ou estuda tem menos tempo para ficar pensando bobagens. Boa Sorte.

16/03/2011

Venho através deste,pedir-lhe ajuda,pois estou desesperada. Sou mãe solteira,tive meu filho aos 30 anos,o qual foi muito desejado e aceito, apesar de não ter seu pai junto dele.Tive uma gravidez maravilhosa, minha família não me descriminou.Tinha trabalho fixo e bem remunerado, morava só e tinha como me sustentar e ao meu filho e nunca dependi de seu pai.Assumi meu filho de corpo e alma, dediquei-lhe até hoje minha vida a ele.Sempre procurei lhe proporcionar tudo de bom e sempre lhe dei todo o meu amor.Quando criança e adolescente foi muito bom para mim, doce e tranqüilo. Mas hoje, aos 22 anos, parece que se transformou em outra pessoa,me trata mal, me humilha, me agride físico e verbalmente.A nossa convivência esta insuportável, dilacerante, tenho medo até de perder meu amor por ele. Por isso penso em deixá-lo e ir viver só, pois preciso de paz e serenidade para tocar minha vida e isso faz tempo que perdi. Tudo que faço,que digo está errado, sempre que vou me posicionar diante dele. Por favor, Dr. Luiz, me de uma luz, o que devo fazer, como agir. Devo ir embora viver minha vida e deixá-lo viver a dele, agora que já é um homem. Me ajude e serei eternamente feliz, pelo simples fato de responder a este email. Ficarei aguardando sua resposta. Um abraço.

Cara Leitora.

Os filhos são criados para o mundo e devemos permitir que eles se afastem de nós quando ficam adultos. Tal afastamento se dá gradativamente, aos poucos eles vão se interessando mais pela companhia dos colegas, depois das namoradas e dos namorados e fica para nós a alegria de ter contribuído para o crescimento e desenvolvimento deles.

A relação pai (mãe) filho é uma relação de doação, devemos dar a eles – e damos – nosso amor incondicional sem nada exigir em troca. Costumo dizer a meus filhos que o quero deles apenas que cuidem de meus netos de modo igual ou melhor do que cuidei deles.

Quando existe uma dificuldade nesta separação acontecem situações semelhantes à que você está descrevendo com seu filho. Os jovens ficam impacientes e se sentem invadidos, sufocados, por uma relação que eles querem mais distante e menos envolvente. Muitas vezes se tornam agressivos, como você descreve seu filho, e a melhor atitude é mesmo a de se afastar e deixar espaço para eles viverem a vida como acharem melhor. Geralmente quando conseguimos agir assim eles mais tarde voltam para reconstruir a relação conosco em bases mais de acordo com a realidade deles e então se consegue uma relação mais sólida e mais verdadeira, ou seja mais de acordo com a nova verdade construída por dois adultos.

Aos 50 anos devemos ter a sabedoria de nos “divorciarmos” de nossos filhos e vê-los seguir suas próprias vidas, de preferência em casas separadas para melhor caracterizar a independência deles. E aí estamos prontos para encontrar novos relacionamentos, novas amizades, uma nova vida.

08/03/2011

03-03

Quando meu cliente ainda adolescente ia sair à noite seu pai lhe dizia “juízo” e a mãe lhe dizia que ele estava protegido pelo manto de Nossa Senhora. A recomendação do pai o levava a se cuidar e em momentos em que podia se colocar em perigo a palavra “juízo” vinha à sua mente. A atitude materna, todavia, poderia levá-lo a se sentir sobrenaturalmente protegido e ficar pouco alerta e portanto predisposto a correr riscos e se colocar em situações perigosas. Há alguma dúvida sobre o que é melhor recomendar para um adolescente saindo de casa?

08 de março

Oi Py

tomei uns copos de vinho depois do trabalho, li umas mensagens do seu blog.

E achei curiosa a idéia de viver sem pensar na morte.

Pensei: pensar na morte não é mórbido, é normal. Minha filha diz "Ai, mãe! pra que falar disso?"

A morte nos acompanha desde sempre, e é certa!

Já tive depressão. Eu sabia que a vida não valia a pena mesmo. Era apenas uma questão de consideração com meus parentes, minha filha...

Pensava no suicídio como uma tremenda falta de educação e respeito com as pessoas mais queridas.

E como você disse: a gente supera as tragédias pessoais - dívidas, desemprego, separações, deslealdade, etc.

Então "de repente" (depois de muita análise) renasce e acha que tem... 23 anos, e a vida está se abrindo pra nós.

É incrível!

Eu fui lá no seu blog, mas sou ansiosa demais pra me comunicar com as pessoas pela internet... acabo meio ilhada.

No fundo gosto desse mundo estranho de cartas enviadas pelo correio, e-mail...

Hoje mesmo no ensaio, falei sobre a morte dos meus pais.

Coincidência achar sua mensagem hoje

um beijo com carinho

XXX

Sobre pensar na morte, há dois enfoques. Inútil pensar em termos de sofrimento pela perspectiva de morrer, pois a morte um dia chega mesmo. Quanto a pensar em termos de nossa finitude, é importante por nos ajudar a entender que a vida é curta e não temos tempo a perder com bobagens, vaidades, rancores coisas sem importância. Também porque a vida acaba logo, é pouco prático ficar se preocupando com nossa imagem, visto que dentro de cem anos estaremos todos mortos e ninguém vai se lembrar mais do que fizemos de bom ou de ruim. Resumindo, penso que a vida é um privilegio a ser saboreado enquanto possível.

Beijos carinhosos.

Py

05/03/2011

Dr. Luiz Alberto Py

É possível um homem amar duas mulheres? Pergunto isso porque me separei da mãe do meu filho por um tempo, nesse tempo fiquei com outra pessoa e voltei a me relacionar com mãe do meu filho e agora fico com as duas a mais de um ano. Elas já se falaram e me pediram para decidir mais não falei nada fiquei calado e até hoje fico com as duas sem elas saibam. Acho que amo as duas, acho não, tenho certeza. Isso é possível? O que faço?
Li uma materia do revista epoca na internet onde eles deixaram seu email para dúvidas, e espero que o Dr. me tire algumas pois tenho que falar para ambas o que sinto..
Sem mais

As pessoas podem amar muitas outras ao mesmo tempo. Mas dada a natureza da relação amorosa/sexual entre dois adultos sempre existe a exigência de uma escolha. É uma necessidade da qual não se consegue escapar.
O problema da dificuldade de escolha surge quando as alternativas são muito próximas, pois se uma alternativa fosse claramente melhor seria fácil decidir. Além disso, sempre vem à tona a questão de porque ter de abrir mão de uma das relações.
E, ainda por cima, tomar uma decisão em uma situação como a sua carrega o problema do inevitável arrependimento em algum momento futuro. Frente a uma decepção ou mesmo uma dificuldade passageira surge o sentimento de que a alternativa seria melhor.
Na minha opinião o melhor é se dar um prazo curto, tomar uma decisão e fazê-la definitiva, sem volta. Como Cortez no México, queimar navios e pontes para não poder recuar. Só me resta lhe desejar boa sorte e que você aguente o arrependimento sabendo que ele virá inevitavelmente.

14/02/2011

Recebi carta de uma leitora cujo anonimato preservo, como sempre.

"Bom dia!!!Estou muito frustrada, descobri que quando tem oportunidade meu marido entra no site de mulheres negras fazendo sexo anal. Ele quase não faz amor comigo, no maximo 3 vezes no mês quando eu procuro e reclamo. Ele diz que nenhum homen gosta de ser pressionado, tem muita desconfiança quando saio para o salão ou academia como se fosse ciumento."

Lembrei-me de um trecho de meu livro "Saber amar" onde abordo a questão relacionada com as pessoas que - como a leitora - usam a expressão "fazer amor" ao falar de sexo. A seguir o trecho mencionado:

Fazer amor

Uma boa parcela das dificuldades nos casamentos, namoros e relacionamentos amorosos em geral decorre do fato de que muita gente chama a relação sexual de "fazer amor". Amor se faz com gestos de carinho, atitudes de apreço, atenção e dedicação. Sexo é sexo, uma atividade fundamental que não deveria ser mencionada com eufemismos ou subterfúgios mas sim afirmada em toda sua importância.
As pessoas precisam parar de chamar a atividade sexual de “fazer amor” e passar a dar nome aos bois, ou seja, começar a usar palavras precisas para designar aquilo a que estão se referindo. Só assim se tornarão capazes de viver a sexualidade honestamente, como deve ser vivida. Precisão no uso das palavras é importante para evitar o auto-engano. Quando alguém escolhe palavras amenas para falar de sexo, está tentando controlar os próprios impulsos sexuais de forma racional, o que é um grave erro.
Sexo é emoção e instinto, pertence ao seu lado mais primitivo. Isto não quer dizer que você não deva aliar seus impulsos sexuais à sua afetividade. Ao contrário, o amor canaliza a emoção, harmonizando o lado intelectual da personalidade com os impulsos primitivos. Deixar o sexo e o amor fluírem juntos, sem medo, o ajudará a se tornar uma pessoa mais harmoniosa. Livre das repressões sociais e morais que negam a sexualidade, é possível vivenciar experiências indescritivelmente prazerosas.


Penso que quando a leitora encarar a atividade sexual como fazer sexo - tal como provavelmente fazem as mulheres do site favorito de seu marido - ela se tornará mais sedutora para com ele. Aqui vai minha recomendação: faça sexo a gosto, buscando atender as preferências de ambos. Creio que isto ajudará muito o relacionamento de vocês. Boa Sorte.

08/02/2011

Hoje escutei uma cliente falar de sua vontade de morrer. Negava que pretendesse se suicidar, dizia que acha uma agressão às pessoas próximas, mas não sentia a menor graça em viver. Afirmou que não era e nunca havia sido feliz e que nada na vida lhe interessava. Me veio à lembrança a sua recente briga com o filho e lhe disse que me parecia que esta briga tinha tido um efeito muito negativo sobre ela. Ela concordou e pensei em que coisas da vida me interessavam e me ocorreu que criar meus filhos pequenos e amá-los me motiva a viver. Penso mesmo que um novo filho fará recrudescer esse meu desejo de viver e até que tais coisas como amar e criar filhos é que dão sentido à vida. Pelo menos, ao amá-los atendemos a impulsos instintivos fundamentais.
Jabor hoje nos diz, pelo jornal, que a morte acontece, mas não existe, que só existe a vida. Legal! Também acho que a morte só existe em nossa imaginação. Se não pensarmos nela como algo de nossa vida ela desaparece. Na verdade a morte é apenas o ponto em que a vida acaba, mas em si é nada.

06/02/2011

Hoje tomei banho de mar. Para mim, nos anos 80, era programa de todo sábado e domingo. Depois foi perdendo a graça e por vezes passo anos sem ir à praia. Meu filho queria correr a praia do final do Leblon até o Arpoador. Ele saltou do carro no Posto 12 e fui esperá-lo, com minha mulher, no Posto 7. Com a dificuldade para encontrar vaga para o carro, ele chegou primeiro do que nós, o que mais uma vez demonstra a irracionalidade de se usar automóvel para se locomover em uma cidade como o Rio, ou na maioria das cidades grandes sujeitas a engarrafamentos e falta de espaço para estacionar.
Levei a sunga já contando com a possibilidade de querer experimentar o mar. Quando encontramos meu filho me desvencilhei da bermuda e caímos no mar do Arpoador. Ondas fortes, água limpa e com temperatura amena, perfeito. Ficamos bons minutos me desviando das ondas, por vezes nadando para fora da arrebentação, não havia correntes e senti o mar acolhedor. Minhas lembranças desciam ao tempo em que minha mãe levava a mim e meu irmão de bonde, do Flamengo, onde morávamos, até Copacabana para banhos de mar diários no verão. Minha preferência era pelo Posto 6, onde as águas eram mansas e nadar era fácil e prazeroso.
Depois, já adolescente e morando em Copacabana, aprendi lições de vida convivendo com o mar. Dois ensinamentos foram valiosos: aceitar que o mar é muito mais forte e, portanto, respeitá-lo. E não me opor à sua força, mas contorná-la pacientemente. Quando a corrente nos pegava e levava não adiantava nadar contra ela. A gente se cansava e não saía do mesmo lugar. A única solução era se deixar levar e ir, aos poucos, saindo de lado. Exigia calma e só conseguíamos voltar à areia muito tempo depois e bem longe do ponto onde estávamos. Mas a gente voltava e estava pronto para entrar na água outra vez. E quando as ondas, na arrebentação, nos derrubavam, o jeito era mergulhar e ficar quietinho no fundo esperando elas passarem e o mar se acalmar.
Muito mais tarde compreendi que nossas emoções são uma pujante força da natureza. Nosso coração nos leva, como a corrente marítima, e nos derruba, como as ondas arrebentando na praia. É preciso saber esperar e aprender a sair de lado, aos poucos. Respeitar não significa concordar ou ficar submisso, mas reconhecer a intensidade de nossos sentimentos para poder lidar com eles. A emoção é o nosso motor, sem ela ficamos parados. Sem a razão que a oriente, a emoção nos faz mover sem direção. A razão é o leme, que dá direção aos nossos sentimentos e deve comandar nossa vida afetiva usando os recursos de inteligência que possuímos. Ela sozinha não pode nos mover, é necessário que a emoção nos impulsione. Só assim se pode chegar à felicidade.
Do Arpoador assistimos ao pôr-do-sol, sempre um espetáculo deslumbrante. Minha mulher comentou que não precisávamos ir para Punta del Este ou Torres no Rio Grande do Sul, onde ultimamente estivemos, para esta contemplação. Meu único argumento foi que haviam sido oportunidades de estar com amigos queridos tanto em Punta quanto em Torres e também no por do sol do Guaíba em Porto Alegre. Mas o pôr-do-sol do Arpoador é melhor. Não tanto por ser mais bonito, enfeitado pelas altas montanhas – Pedra Bonita, Gávea, Dois Irmãos – mas pela animação da platéia, uma enorme multidão, na praia e na pedra do Arpoador aplaudindo demoradamente a desaparição do sol no oceano. Pequenas coisas que tornam a vida melhor.

01/02/2011

A DOENÇA CHAMADA CIÚME

Reconhecer os próprios defeitos (insegurança, possessividade e ciúmes descontrolados) e perceber que a solução está em amar e ser amado é um bom caminho para a felicidade a dois. Questionar-se a respeito da razão do medo de perder o outro e lembrar-se de que ele estar conosco é uma escolha dele também ajuda. Observar que as manifestações do próprio ciúme em nada ajudam a melhorar a situação e que pegar no pé dele só pode ajudar a afastá-lo pode ser útil para lidar com o ciúme. Por que não procurar confiar no amor do parceiro e tentar amá-lo de forma relaxada, descontraída?

A melhor maneira de superar o ciúme é não dar importância a ele. Sempre que as pessoas se relacionam amorosamente, estão se sujeitando à possibilidade do parceiro ter um envolvimento com outra pessoa. Se isto incomodar demais, fica difícil casar, a não ser que o ciumento se iluda acreditando na certeza da fidelidade do outro. A única solução é confiar na própria capacidade de superar eventuais infidelidades.

Os ciumentos costumam ter a ilusão de que se controlarem o parceiro poderão ficar protegidos contra a traição e por isto dispender tempo e energia nessa tarefa inútil e ridícula. O ciúme é um sentimento natural e inevitável. Mas devemos combatê-lo por ser irracional e prejudicial às relações amorosas. O ciúme precisa estar sempre sob nosso controle. Não devemos nunca nos deixar controlar por ele. Quando a pessoa perde o controle sobre seu ciúme se torna um ciumento e age de forma doentia, com o seu companheiro. Ciúme descontrolado é uma doença, e difícil de ser tratada.

31/01/2011

O CRU E O COZIDO

O instinto de solidariedade faz parte de nosso patrimônio genético, como parcela do instinto de sobrevivência da espécie. Foi devido à sua ferocidade que podemos enfrentar com sucesso predadores sanguinários e também caçar suas presas de forma a manter a vida apesar das dificuldades. Mas foi também graças à capacidade de ser solidário e trabalhar em conjunto com os outros, que o ser humano sobreviveu às condições desfavoráveis nas. Hoje em dia temos que aprender a conviver com a contradição entre estes dois instintos de sobrevivência – a solidariedade e a agressividade. A tarefa de encontrar uma harmonia no delicado equilíbrio entre estas duas tendências naturais consome uma boa parte da vida em sociedade.

Os códigos éticos e morais se baseiam na necessidade de controlar os instintos agressivos de modo a permitir uma convivência pacífica entre as pessoas. O apoio instintivo para os sistemas sociais encontra-se na tendência à solidariedade e à convivência sadia. A luta social pelo respeito ao próximo encontra eco dentro de cada um de nós no nosso desejo de amar e ser amado, respeitar e ser respeitado. Quando falham estes sistemas de proteção sofre a sociedade, sofrem os indivíduos.

28/01/2011

ADEUS ÀS ILUSÕES

As pessoas não estão preparadas para enfrentar a separação. E esta falta de preparo se origina em dois fatores básicos: as condições emocionais e as condições econômicas. Quanto às condições emocionais, é fundamental lembrar que quando nos casamos, pelo menos pela primeira vez, existe uma expectativa de que o casamento dure para sempre. Este é um compromisso que costuma ser assumido pelos namorados e ratificado pela cerimônia do casamento. As pessoas que estão percebendo a deterioração de seu casamento precisam abrir mão desta ilusão e aceitar a situação caso ela não possa ser remediada.

É preciso, então, organizar a situação econômica. A mulher que não trabalha tem que ter uma fonte de renda (que pode ser a pensão do marido, se esta for suficiente) que lhe garanta a sobrevivência e com isto a liberdade. Em geral a soma da pensão para os filhos com um trabalho próprio costuma ser a solução para a maioria dos casos. Não se pode esquecer que separar custa dinheiro pois uma mudança é necessária e também a compra de objetos, móveis e aluguel de casa. A grande motivação para a separação é a tentativa de viver melhor e a meta a ser buscada é a possibilidade de ser mais feliz.

27/01/2011

O COPO E OS CACOS

Imagine que, sozinho na cozinha da casa de um amigo, alguém quebre um copo. Poderá tomar diferentes atitudes como: esconder os cacos e ficar quieto, contar para seu anfitrião pedindo desculpas, comprar um copo novo. Sua escolha vai depender da relação entre seus vários códigos de comportamento. Ele pode se propor, como a maioria das pessoas, duas diretrizes opostas. Uma que o orienta no sentido de colocar seu interesse sempre em primeiro lugar, e que vai incliná-lo a tomar alguma atitude para se esquivar do problema. E outra que o recrimina por ser egoísta, mentiroso ou desonesto e que o censura por ter ficado tentado a aceitar a proposta de agir de acordo com seu interesse mais imediato.

O grande conflito é decidir se vamos colocar em primeiro lugar nosso bem estar ou se seguiremos os preceitos morais que fazem parte da nossa civilização e das religiões. Se esta dúvida não está suficientemente esclarecida, depois de tomada a decisão sobre o que fazer permanecerá a questão: será que não teria sido melhor agir ao contrário? Nossa relação com nossos códigos morais pode nos levar a ficar mal ou bem dispostos, de acordo com a atitude que tomamos. Por isto é importante estarmos sempre os reexaminando e melhorando.

26/01/2011

HERANÇA GENÉTICA

Desde de que o naturalista inglês Charles Darwin (1809-1882) teve a genial intuição do processo de seleção natural, que determina a evolução das espécies, muitas pesquisas e reflexões têm sido acrescentadas ao seu pensamento original. Nos últimos quarenta anos um grupo de psicólogos se dedicou a construir as bases da Psicologia Evolucionista, que investiga o papel que a seleção natural desempenha no estabelecimento de características psicológicas dos seres humanos.

Descobriu-se que as características de comportamento, da mesma maneira que todas as outras qualidades dos seres vivos, são predominantemente herdadas e, portanto, determinadas por fatores genéticos.

Entre as valiosas conclusões que eles obtiveram duas se destacam. Uma é o reconhecimento de que grande parte das diferenças de conduta, de maneira de ser e de modo de pensar entre o homem e a mulher se deve aos diferentes papéis desempenhados por um e outro na reprodução. A outra é a importância da capacidade para a solidariedade na sobrevivência da espécie humana. Esta última evidencia a origem instintiva da generosidade e dos bons sentimentos.

Assim, aqueles comportamentos que facilitam a sobrevivência, como a capacidade de manter uma boa convivência, são selecionados através da procriação, e se propagam pelas sucessivas gerações. Estes dados ajudam a entender a origem dos conceitos morais.

25/01/2011

AMAR ACIMA DE TUDO

O estoicismo foi uma corrente filosófica que floresceu na Roma Antiga e que pregava a frugalidade e a disposição em suportar a dor. Entre seus mais ilustres luminares destacava-se Zeno, Epitectus e o imperador Marco Aurélio. Hoje em dia, o termo estóico serve para designar as pessoas que suportam o sofrimento e as adversidades com serenidade, resignação e sem queixas.

Os filósofos estóicos defendiam, entre outras, a idéia de que podemos ficar perturbados por sentimentos como raiva, inveja, ciúme, ressentimento ou depressão, mas na realidade tudo se resume ao medo e à covardia. Na verdade só odiamos o que tememos. E saber disso nos permite trabalhar para ficarmos livres do ódio e do medo, sentimentos que prejudicam essencialmente a quem os carrega.

Por pior que seja uma pessoa e por mais que seja preciso combatê-la; o ódio deve ser evitado. Ou, como já foi tantas vezes dito (e insistentemente ensinado pelos estóicos): “Deve-se odiar e combater o pecado, não o pecador.” Este é um conceito que convém sempre repetir. No decorrer da vida, podemos escolher entre a ira e o amor. Cada um de nós pode efetuar esta opção, desde que preste a devida atenção a esta questão. Escolher amar exige esforço, mas quando nos tornamos capazes de amar os outros e, acima de tudo, quando conseguimos superar a preocupação com nossos problemas pessoais, nada temos para temer. Deixamos de ser vulneráveis e nada mais poderá nos derrotar. Esta é a essência do estoicismo.

24/01/2011

APOIO ESPIRITUAL

Uma situação particularmente difícil na vida de uma família ocorre quando uma doença grave atinge um de seus membros. A presença de familiares oferecendo apoio ao enfermo contribui para uma reação positiva frente à doença e favorece a possibilidade de restabelecimento. As estatísticas provam que as pessoas que melhor reagem a situações de enfermidade são aquelas que recebem o caminho de seus familiares.

Os tratamentos, por mais complicados e dolorosos que sejam, precisam ser encarados com uma serena esperança de que a evolução será a melhor possível. Nem sempre se consegue manter a calma em situações difíceis como essas, mas a firmeza de atitudes otimistas é de grande valia para quem está doente, pois serve para a pessoa não se deixar abater em sua luta contra a moléstia. Cuidados médicos adequados são essenciais e os profissionais da saúde merecem respeito e consideração na medida em que cumprem corretamente sua tarefa.

Uma das formas mais eficazes de apoiar a uma pessoa doente é a espiritualidade. Aqui, as estatísticas são claras ao relacionar apoio espiritual, principalmente através de orações ao restabelecimento dos enfermos. Não importa qual a religião. O que importa é a atitude de buscar ajuda e conforto em um plano que transcende o mundo material.

21/01/2011

SONHO, INSTRUMENTO DE FELICIDADE

Sonhar é uma das formas mais fascinantes de colocar a mente em funcionamento. Existem duas maneiras de sonhar. O sonho acontece quando se está dormindo (e nestes momentos não podemos controlar o que sonhamos), e também quando se está acordado – o que se costuma chamar de devaneio, quando conseguimos controlar o fluxo de nossos sonhos e direcioná-los com a nossa vontade. A atividade de sonhar é extremamente criativa, pois facilita às pessoas o uso da imaginação. Diversos cientistas já contaram que solucionaram difíceis problemas profissionais através de devaneios durante o dia ou de sonhos noturnos quando, dormindo, encontraram soluções criativas para dificuldades que não estavam conseguindo resolver.

Existem dois tipos de sonhadores. Algumas pessoas se limitam a sonhar, sem procurar uma oportunidade para transformar seus sonhos em realidade. São os que usam o sonho como um substituto da realidade. Tiram prazer de suas criações imaginárias e se sentem recompensados em fantasiar situações que poderia lhes dar prazer e satisfação caso se tornassem realidade. O prazer que obtêm através da imaginação lhes basta e eles substituem a realização pelo sonho. Trata-se de uma espécie mental de masturbação e, como tal, completamente estéril. É uma evolução positiva conseguir tornar-se sonhador do outro tipo. Esses são os que utilizam o sonho como um prelúdio à ação e não como um substituto dela. Para eles, sonhar é o ponto de partida para uma vida plena e criativa.

É por meio do sonho que se constrói e se modifica a realidade. Todas as realizações humanas, sem exceção, tiveram como ponto de partida um sonho. Dar forma real a um sonho talvez seja a grande vocação de todos nós e um dos privilégios dos seres humanos. O grande dramaturgo irlandês, George Bernard Shaw (1856-1950) descrevia o seu processo criativo dizendo: “Eu sonho com coisas que nunca existiram e me pergunto: por que não?”

19/01/2011

A PAZ INTERIOR

Precisamos ser capazes de conviver com o sofrimento e com todas as dificuldades de nossa vida sem perder o rumo da felicidade. Ser feliz é conseqüência da possibilidade de superar os padecimentos e os fracassos e manter o coração intacto. A felicidade depende de nossa capacidade de suportar o infortúnio e manter a fé na vida e na natureza, sem nos deixarmos abalar por dificuldades pessoais. Como disse São Francisco de Sales: "Não perca sua paz interior por nada, mesmo quando seu mundo esteja todo perturbado. Entregue tudo a Deus e descanse no Seu seio. Em qualquer circunstância ligue-se a Deus e confie em Seu eterno amor por você."

Aqui vai uma reflexão e uma receita para nos ajudar a melhor viver. Conseguimos o máximo de relaxamento para nossos olhos quando os focalizamos em paisagens distantes, principalmente as mais ligadas à natureza. Quando os olhos estão relaxados, também relaxamos. Este fato pode nos estimular a aprender a olhar para nossos problemas como se eles estivessem distantes. Assim, podemos apreciá-los em sua totalidade, ver a relação que têm com outros aspectos da vida e, ficando com uma perspectiva suficientemente afastada, eles nos afetarão com menor intensidade.

Para sermos felizes, convém nos despreocuparmos com a própria felicidade, amar os outros e a ajudá-los a serem felizes. Ser feliz com a felicidade dos outros é mais fácil: as pequenas coisas que os incomodam são vistas por nós dentro de uma perspectiva mais realista e adequada.

18/01/2011

COMPARTIMENTAR EMOÇÕES

É freqüente ouvirmos histórias de gente que deixou de trabalhar por ter brigado com o namorado ou porque a avó está doente ou a gente chega em casa se atritando com todo o mundo, porque o aborreceram na rua. Essas pessoas não estão conseguindo separar as diferentes situações e lidar com elas de formas diferenciadas. Conseguir distinguir as diversas áreas de nossa vida e não deixar que a emoção nascida de uma circunstância contamine outro espaço é aprendizado indispensável para nossa evolução.

Muita gente consegue fazer essa compartimentação. Quando se atinge esta capacidade, um importante amadurecimento foi obtido. Podemos aprender bastante sobre a arte de não se deixar prejudicar nem atrapalhar por nossas emoções. O fato de saber com o que estamos lidando já nos ajuda a nos capacitarmos para melhor administrar tais situações.

Se estivermos cônscios das situações do cotidiano, será mais fácil evitar influência do que acabou de acontecer. Podemos olhar para os fatos como acontecimentos independentes e que, portanto, devem ser avaliados separadamente. Assim, iremos nos alegrar com o que acontece de bom, tanto quanto nos entristecer com os infortúnios. Sempre, no entanto, tendo em mente que cada momento da vida nos oferece motivos para o bem-estar e para a tristeza, em partes iguais. Fundamental é desenvolver a capacidade de aproveitar as situações positivas e reagir de forma apropriada a cada acontecimento. Então, trataremos com carinho aqueles que merecem, e com o devido distanciamento aqueles que nos inspiram repulsa, discernindo emoções.

17/01/2011

A HISTERIA E A HIPOCRISIA

O problema do uso de drogas é abordado com uma mistura de histeria e hipocrisia. Histeria pela forma pouco realista de encarar a questão, demonizando as drogas e acreditando que elas sejam responsáveis pelos comportamentos incorretos e criminosos das pessoas. Estamos erroneamente superestimando os efeitos dessas substâncias e criando, ao mesmo tempo, uma desculpa para quem age dessa forma. Quem age assim não estudou o assunto e não conhece a influência dos tóxicos sobre o comportamento humano. Apenas um pequeno número de pessoas é emocionalmente fraco a ponto de se tornar dependente de substâncias químicas. Tais indivíduos precisam de auxílio médico e psicológico e não de repressão policial.

O álcool é, entre todas as drogas, a que traz maiores malefícios à humanidade. A tentativa de proibir o uso e a comercialização da bebida, feita nos EUA no início do século XX, foi desastrosa. As pessoas que consumiam álcool não se sentiam criminosas por fazê-lo e continuaram bebendo apesar da proibição. Com isso, a proibição deu origem à formação de grupos criminosos que passaram a ganhar fortunas traficando álcool. Qualquer semelhança com o que está acontecendo hoje no Brasil e no restante do mundo, com relação aos tóxicos, não é coincidência, apenas uma repetição em maior escala do erro anterior.

As pessoas que estudaram a questão do uso de drogas a fundo sabem que a repressão policial tem se mostrado ineficaz em todas as partes do mundo. O que não é de se estranhar, visto que a tentativa de se lidar juridicamente com um problema médico, psicológico e social só pode fracassar. A primeira providência recomendada a quem queira tratar o assunto de maneira séria e científica, consiste em investigar e entender a mentalidade das pessoas que consomem drogas. Saber porque o fazem e ajudá-las a deixar de o fazer. Enquanto o viciado for tratado como um criminoso ele terá de se esconder e não poderá explicar, entender e tratar o seu comportamento. Ignorar essa realidade é hipocrisia.

Além disso, o que é verdade em relação ao álcool também é fato no que diz respeito aos consumidores de drogas. A maioria dos que usam tais substâncias não é de viciados, mas sim de consumidores ocasionais. Este dado reafirma o fato de que o problema precisa ser tratado na esfera da saúde e da educação. Existem propostas de se promover uma progressiva descriminalização do uso das drogas como forma de controlar o problema, o que falta é examiná-las para ver se seriam viáveis em nosso país.

14/01/2011

TORNAR-SE ADULTO

O processo de crescimento nos conduz, aos poucos, a tomar conta de nós mesmos. A criança vai aprendendo com seus pais e com as outras pessoas que cuidam conta dela. Trata-se de um lento e longo aprendizado cuja finalidade é se tornar capaz de cuidar de si mesmo tão bem ou melhor que seu pai e sua mãe o fariam. Isto significa tornar-se adulto.

Nessa evolução, muitas idéias equivocadas vão sendo ensinadas e absorvidas. Algumas nós percebemos e corrigimos, outras permanecem como se fossem corretas e influenciam nossas ações e decisões. O problema é saber como nos livrar de idéias equivocadas se nem sabemos que elas existem e quais são.

É importante nos habituarmos a observar detalhadamente nossas idéias e nossos comportamentos para perceber o que precisa ser modificado. Na roda viva da vida adulta é difícil sobrar tempo para esta atividade, mas se nos conscientizarmos dela, teremos a oportunidade de aproveitar cada ocasião para observar e questionar. Dessa forma, perceberemos nossas deficiências e as corrigiremos gradativamente. Sempre podemos melhorar um pouco a cada dia e ao longo do tempo pequenas mudanças acabam se tornando grandes modificações.

13/01/2011

http://www2.uol.com.br/vyaestelar/luizalbertopy.htm

O link acima é da entrevista que acabei de dar para o site vyaestelar. Acho que ficou bem expressiva e dá uma boa idéia do meu novo livro. Aproveite.

A CONSTRUÇÀO DA TIMIDEZ

Muita dificuldade dos tímidos se deve à forma como foram educados, aos ensinamentos equivocados que lhes foram passados durante a infância. Nesses casos, eles precisam se reeducar, entendendo que sua educação foi baseada em conceitos errados, até absurdos.

A criança “presa em casa”, por exemplo, tende a ter uma atitude de temor em relação à vida, que lhe dificulta sentir-se à vontade em quase todas as circunstâncias. Pais que mantêm os filhos reclusos, com medo de que eles corram perigo nas ruas, estão ensinando seus filhos a se acovardarem frente às vicissitudes do dia a dia. é preciso arriscar para aprender a confiar.

Para superar tal situação, o adulto precisa passar por um longo e trabalhoso processo de rever suas idéias, seus preconceitos, se questionando constantemente sobre a forma como encara a vida e suas ideologias. É necessário que examine as idéias que incorporou dos pais sobre os objetivos da vida e seu senso moral, a respeito do que é certo errado. O resultado pode ser muito positivo, pois lhe permite passar a ter uma vida normal.

12/01/2011

EXCEÇÃO FUNDAMENTAL

Uma forma prática de compreender o que se passa com outra pessoa é usar um artifício mental chamado identificação. A identificação funciona quando alguém se imagina na situação de outro, procurando entender suas emoções e até mesmo adivinhar quais são seus pensamentos.

Usamos constantemente, e com sucesso, o recurso da identificação para a compreensão de sentimentos alheios. Mas existe uma situação na qual o uso desta estratégia é contraproducente. Trata-se do relacionamento afetivo entre homens e mulheres. Inadvertidamente tanto o homem quanto a mulher tentam entender seu parceiro colocando-se no lugar deste. Isto é ineficaz porque, no que diz respeito às situações de relacionamento amoroso, a mente masculina funciona de uma maneira enquanto a feminina, de outra, até diametralmente oposta.

Observando certos comportamentos podemos notar essa diferença. Um homem, ao ter que explicar uma situação de infidelidade conjugal sua, costuma recorrer ao argumento de que foi um acontecimento sem nenhuma importância. Já uma mulher, colocada na mesma situação, em geral faz questão de dizer que foi uma opção muito importante. Outra forma de colocar essa diferença pode ser assim resumida: o homem namora para transar, enquanto que a mulher transa para namorar. Assim, toda tentativa de entender o parceiro através da identificação só pode funcionar se tais diferenças forem devidamente compreendidas e levadas em conta.

11/01/2011

A DIFERENÇA ENTRE OS SEXOS

As mulheres se queixam de que os homens só querem sexo e estes se queixam de que elas só querem casar. Ambos tem razão, mas não é aí que reside o problema do desencontro entre homens e mulheres. As pessoas reclamam porque têm dificuldade para superar as diferenças existentes entre os sexos. Na verdade, a aproximação entre homens e mulheres revela uma séria dificuldade: por serem muito diferentes um do outro, o medo é recíproco e ambos possuem ímpetos de fugir da convivência a dois; por isso buscam pretextos e desculpas para se manterem distantes. Homens e mulheres são muito diferentes entre si, mas um entendimento é sempre possível.

Portanto, o importante é procurar quais são os empecilhos que criamos na construção um relacionamento, ao invés de ficarmos apontando os defeitos do parceiro tentando tolamente fugir da tarefa de assumir a parte que nos cabe. Se nós nos responsabilizarmos pelas dificuldades que temos em chegar a um acordo com um parceiro, tais dificuldades poderão ser superadas. Os casais que vemos por aí, satisfeitos com seus casamentos, nos demonstram que é possível um homem e uma mulher estabelecerem uma relação feliz e estável.